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Santa Sé divulga mensagem do Papa Leão XIV para o 59º Dia Mundial da Paz

  • Foto do escritor: Gabriel Chimite
    Gabriel Chimite
  • 18 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

A Santa Sé divulgou na manhã desta quinta-feira a mensagem do Papa Leão XIV para o 59º Dia Mundial da Paz, celebrado em 1 de Janeiro de 2026.

Santa Sé divulga mensagem do Papa Leão XIV para o 59º Dia Mundial da Paz. / Imagens: Google
Santa Sé divulga mensagem do Papa Leão XIV para o 59º Dia Mundial da Paz. / Imagens: Google

A Santa Sé divulgou nesta quinta-feira a mensagem do Papa Leão XIV em preparação ao 59º Dia Mundial da Paz, celebrado tradicionalmente em 1º de janeiro de 2026. O documento, apresentado oficialmente pela Sala de Imprensa do Vaticano, aponta o caminho de uma paz que não se baseie na violência ou no acúmulo de armamentos, mas na confiança, diálogo e transformação dos corações em vista do bem comum.


“A paz esteja com todos vós”: a saudação que funda o compromisso com a paz

O tema escolhido por Leão XIV — “A paz esteja com todos vós: rumo a uma paz ‘desarmada e desarmante’” — retoma a saudação pascal de Jesus aos discípulos e a convida a se tornar realidade concreta no mundo atual, muitas vezes marcado por violência, medo e hostilidade.

Segundo o texto oficial, essa saudação não é apenas um desejo, mas uma proposta para que os homens e mulheres de hoje permitam que a paz entre em seus corações e transforme as relações sociais, políticas e internacionais. Uma paz “desarmada” porque não depende de força, e “desarmante” porque tem o poder de quebrar as dinâmicas de ódio e desconfiança que alimentam conflitos e injustiças.


Um contexto de guerra e medo: uma paz que supera a lógica do armamento

Na mensagem, o Papa observa que o mundo contemporâneo vive sob a sombra da normalização da guerra e da militarização, em que muitos veem como inevitável a preparação para confrontos ou a manutenção de supostas armas de dissuasão. Ao refletir sobre este cenário, o Pontífice sublinha que a verdadeira paz não se constrói através de armas ou ameaças, mas pela confiança e respeito mútuos entre povos. 

Ele recorda que mesmo na época atual, em que as despesas militares mundiais continuam em alta, é necessário resgatar a esperança de que é possível fugir da lógica da força e do medo e caminhar para uma paz efetiva que seja fruto da justiça e da solidariedade.


A paz como dom e compromisso pessoal

O documento papal destaca ainda que a paz começa no interior de cada pessoa. Para que a sociedade se torne mais pacífica, é necessário que primeiro cultivemos a paz em nossos próprios corações, acolhendo-a de forma ativa e consciente. Leão XIV convoca crentes e não crentes a esta tarefa: “Se desejamos atrair outros à paz, primeiro devemos tê-la em nós mesmos”.

Ao longo da mensagem, o Papa também lembra que a paz deve ser uma presença viva — não apenas um ideal abstrato — e que as tradições religiosas e comunidades humanas podem colaborar para a construção de relações baseadas em diálogo, justiça e perdão.


Chamado à ação de governos e instituições

Além de um apelo espiritual, a mensagem contém um convite às autoridades civis e governamentais para promover diálogo, mediação e respeito à lei internacional como pilares de relações pacíficas entre as nações. O Papa lamenta que muitas vezes as instituições que poderiam promover a paz são fragilizadas, e ressalta a importância de fortalecer mecanismos que favoreçam a cooperação global em vez da confrontação.


Preparando-se para o Dia Mundial da Paz

O 59º Dia Mundial da Paz, celebrado no primeiro dia do ano civil, é uma data tradicional no calendário da Igreja Católica dedicada à reflexão e oração pela paz no mundo inteiro. A mensagem do Papa torna-se, portanto, um instrumento de inspiração e mobilização para que comunidades e indivíduos renove sua esperança e se comprometam, de forma concreta, com a cultura da paz.

Em síntese, a mensagem do Papa Leão XIV para este Dia Mundial da Paz propõe:

  • Uma paz que seja mais que ausência de guerra — uma paz ativa, desarmada e desarmante;

  • Um chamado pessoal à conversão de corações e ao cultivo da confiança e do diálogo;

  • Um apelo à comunidade internacional para superar a lógica do medo e da militarização em favor de relações baseadas na justiça e na solidariedade; Uma reafirmação de que a paz é um projeto coletivo que começa em cada pessoa e se estende à sociedade global.

“A paz esteja com todos vós” — um convite atemporal que, no contexto dos desafios contemporâneos, volta a ecoar como proposta de esperança e transformação para o novo ano que se aproxima.

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