Romaria fluvial antecede a Trasladação do Círio de Nazaré, em Belém/PA
- Gabriel Chimite
- 11 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Previsão é de mais de 2 milhões de pessoas na procissão deste domingo, 12 de Outubro.

A cidade de Belém amanheceu neste sábado (11) com a romaria do Círio Fluvial, que faz parte das comemorações do Círio de Nazaré. Saindo às 9h do Trapiche do Distrito de Icoaraci rumo à Escadinha da Estação das Docas, a imagem Peregrina é levada a bordo do Navio Garnier Sampaio, da Marinha do Brasil, responsável também pela organização e controle desta romaria.
A estimativa é que cerca de 50 mil pessoas e mais de 400 embarcações estão participando da romaria fluvial em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré.
Considerada uma das mais belas procissões do Círio, a Romaria Fluvial acontece desde 1986. O trajeto tem duração aproximada de duas horas, com 10 milhas marítimas (cerca de 18,5 km). A chegada da Imagem Peregrina à Escadinha (Praça Pedro Teixeira) é marcada por honras de Chefe de Estado, uma vez que uma lei estadual de 1971 proclamou Nossa Senhora de Nazaré Padroeira do Pará e Rainha da Amazônia.
Ainda ontem, a maior procissão em extensão, com a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré havia percorrido 52,3 quilômetros, até as 18h sem acidentes. Neste sábado, tem mais procissões: a procissão rodoviária por 24 quilômetros, antecedeu a Romaria Fluvial e, depois, haverá a moto romaria.
À noite, por volta das 17h, ocorre a Trasladação, que dura cerca de 5 horas e meia e numa antecipação do que acontecerá amanhã, a partir das 7h, quando tem início a procissão mais importante do Círio, com cerca de 2 milhões de pessoas, que será antecedida por uma Missa Campal na Catedral da Sé.
Este ano, a maior procissão católica do mundo celebra a sua 233ª edição às vésperas da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), e por isso está sendo considerada a COP da floresta.
Considerado patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, o Círio de Nazaré é uma festa que mostra a devoção do povo paraense e a previsão é de mais de 2 milhões de pessoas na procissão deste domingo (12).
Local de abrigo, solidariedade, acolhimento e amor, a Casa de Plácido faz uma homenagem ao paraense agricultor e caçador Plácido José de Souza, que em 1700 encontrou a pequena imagem de Nossa Senhora de Nazaré, entre pedras lodosas às margens do Igarapé Murutucu - onde atualmente se encontra a Basílica -, no tronco de uma árvore.
Após o achado, Plácido levou a imagem para a sua casa e, no outro dia, ela não estava lá. Correu ao local do encontro e lá estava a imagem da Santa. E o fato se repetiu várias vezes. Plácido, então, construiu no local uma ermida. Mas para muito além da história, é na “Casa de Plácido” que o milagre da fé se corporifica no ritual do lava-pés uma demonstração de humanidade e doação. Por ali passam as romarias. Este ano são esperadas 18 mil pessoas que serão atendidas pelas equipes de voluntários que trabalham em revezamento.



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