Paróquias de Santo Antônio de Cajati e Juquiá viram Santuários Extraordinários até Janeiro de 2027: saiba o porquê.
- Gabriel Chimite
- 17 de jun.
- 3 min de leitura
Decreto de Dom Manoel Ferreira dos Santos Júnior, M.S.C. , Bispo de Registro, foi divulgado hoje pelos canais oficiais da Diocese.

A Diocese de Registro divulgou nesta semana, por meio de seus canais oficiais, o decreto que eleva as Paróquias Santo Antônio, de Cajati, e Santo Antônio, de Juquiá, à categoria de Santuários Extraordinários Diocesanos durante o Ano Jubilar Franciscano. Embora o documento tenha sido assinado por Dom Manoel Ferreira dos Santos Júnior, M.S.C., em 13 de junho de 2026, sua publicação recente chamou a atenção dos fiéis para uma das principais iniciativas jubilares da Igreja particular de Registro.
A medida está diretamente ligada ao Ano Jubilar Franciscano, instituído pelo Papa Leão XIV para celebrar os 800 anos do trânsito de São Francisco de Assis — expressão utilizada para se referir à sua passagem para a vida eterna, ocorrida em 3 de outubro de 1226. O jubileu teve início em 10 de janeiro de 2026 e seguirá até 10 de janeiro de 2027.
Segundo o decreto episcopal, a elevação das duas paróquias visa favorecer a participação dos fiéis da Diocese de Registro nas celebrações jubilares e nas peregrinações ligadas ao santo de Assis. Dom Manoel destaca que a decisão foi tomada para proporcionar uma participação mais ampla e frutuosa do povo de Deus nas comemorações dos 800 anos do trânsito de São Francisco.
Por que Cajati e Juquiá?
Em texto explicativo sobre o Ano Jubilar Franciscano, o padre Thiago Roberto Leon Ouriques, pároco e reitor do Santuário Santo Antônio de Cajati, esclarece que a Diocese de Registro não possui nenhuma paróquia cujo padroeiro seja São Francisco de Assis. Diante disso, o bispo diocesano escolheu as paróquias dedicadas a Santo Antônio — um dos santos mais conhecidos da tradição franciscana — para servirem como locais oficiais de peregrinação durante o período jubilar.
A condição de Santuário Extraordinário vigorará de 13 de junho de 2026 até 10 de janeiro de 2027, encerrando-se na Festa do Batismo do Senhor.
O que muda para as paróquias?
Com a elevação, as duas igrejas passam a desempenhar funções próprias de um santuário, incluindo a celebração diária da Santa Missa, horários fixos para o atendimento de confissões, acolhimento de romarias e caravanas e a promoção da devoção popular.
O decreto também determina que os santuários anunciem e orientem os peregrinos sobre a obtenção das indulgências plenárias concedidas pela Penitenciaria Apostólica durante o Ano Jubilar Franciscano.
De acordo com as orientações divulgadas pela Diocese, os fiéis poderão lucrar a indulgência plenária ao realizarem peregrinações aos locais designados, participarem das celebrações litúrgicas e cumprirem as condições habituais estabelecidas pela Igreja: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Papa.
Celebrações também nas comunidades franciscanas
O decreto prevê ainda que comunidades da Diocese que tenham São Francisco de Assis ou outros santos franciscanos como padroeiros possam receber uma Celebração Jubilar presidida pelo bispo diocesano, mediante agendamento prévio.
Para o padre Thiago Ouriques, a criação dos Santuários Extraordinários representa uma oportunidade para fortalecer a espiritualidade franciscana na região e aprofundar a compreensão dos fiéis sobre o sentido das peregrinações, das indulgências e da esperança cristã.
Com a iniciativa, Cajati e Juquiá tornam-se pontos de referência para os católicos do Vale do Ribeira durante o Ano Jubilar Franciscano, reforçando o convite da Igreja para que os fiéis redescubram, à luz do exemplo de São Francisco de Assis, os valores da paz, da simplicidade e da caridade.




Comentários