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Leão XIV condena antissemitismo em conversa com presidente de Israel

  • Foto do escritor: Gabriel Chimite
    Gabriel Chimite
  • 18 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Em tom firme, pontífice reforça repúdio à violência e apela à paz, lembrando do atentado a judeus em Sydney, na Austrália.


Leão XIV condena antissemitismo em conversa com presidente de Israel. / Imagens: Google
Leão XIV condena antissemitismo em conversa com presidente de Israel. / Imagens: Google

O Papa Leão XIV reafirmou a condenação da Igreja Católica a todas as formas de antissemitismo durante uma conversa telefônica com o presidente do Estado de Israel, Isaac Herzog, na tarde desta quarta-feira, 17 de dezembro. A ligação foi motivada pelas proximidades das festas de Natal e da celebração judaica do Hanukkah (Festa das Luzes) e ocorreu num momento em que comunidades judaicas enfrentam crescente hostilidade e medo em diferentes partes do mundo.


Condenação clara de toda forma de ódio

Segundo o comunicado oficial da Santa Sé, o pontífice destacou que o recente ataque terrorista em Sydney, Austrália — onde uma celebração de Hanukkah foi alvo de um tiroteio que deixou dezenas de vítimas — demonstra como o antissemitismo continua a semear medo nas comunidades judaicas e em toda a sociedade. Leão XIV lamentou profundamente o episódio e reiterou que a Igreja Católica repudia com firmeza qualquer manifestação de ódio ou discriminação por motivos religiosos ou étnicos.

O Papa também enfatizou, durante a conversa com Herzog, a importância de perseverar nos esforços de paz na região do Médio Oriente e de intensificar a ajuda humanitária às populações afetadas pelos conflitos, lembrando que a busca por reconciliação deve continuar mesmo diante de tensões difíceis.


Apelo por paz e solidariedade além das palavras

Leão XIV aproveitou ainda para sublinhar que é urgente ampliar a solidariedade para além das declarações públicas, impulsionando ações que efetivamente diminuam o sofrimento de civis e promovam o respeito entre culturas e tradições. Esse tipo de posicionamento público reforça a linha diplomática da Santa Sé de aproximar diferentes povos e defender os princípios de convivência pacífica e respeito mútuo.


Um momento desconfortável no Vaticano: quando Herzog chegou sem aviso

Apesar dessa troca de palavras hoje ser cordial e repudiante ao ódio, a relação entre Leão XIV e o presidente Herzog já viveu um momento claramente desconfortável. No início de setembro, durante uma reunião no Vaticano, foi noticiado que Herzog chegou “do nada” ao Palácio Apostólico — um encontro que pegou a Cúria de surpresa e deixou o pontífice visivelmente desconfortável diante dos presentes. A situação foi comentada na imprensa internacional como um raro momento em que a improvisação diplomática colocou Leão XIV numa posição inesperada, obrigando-o a gerenciar de forma mais rígida os protocolos de audiência.

Esse episódio — em que o presidente israelense transitou por corredores e salas antes de uma agenda oficial com assessores do Vaticano — ficou marcado pelo contraste entre a espontaneidade política de Herzog e a tentativa do papado de manter um tom institucional e controlado em suas relações diplomáticas.


Isaac Herzog já chegou no Vaticano sem aviso prévio e gerou um "climão" desconfortável no Palácio Apostólico. / Imagens: Google
Isaac Herzog já chegou no Vaticano sem aviso prévio e gerou um "climão" desconfortável no Palácio Apostólico. / Imagens: Google

Contexto global mais amplo

Além do repúdio ao antissemitismo, Leão XIV tem sido uma voz ativa em questões de paz no Médio Oriente, inclusive pedindo repetidamente o fim da violência em Gaza e defendendo soluções que promovam segurança e justiça para todas as partes.


Firme no repúdio, atento ao diálogo

A conversa telefônica desta semana com o presidente israelense reafirma uma linha clara do pontificado de Leão XIV: o antissemitismo é um mal que precisa ser combatido sem ambiguidades, e a busca pela paz deve ser acompanhada de esforços práticos e humanitários. Ao mesmo tempo, o episódio inesperado no Vaticano com Herzog ilustra os desafios de um papado que tenta navegar entre a diplomacia tradicional e as urgências geopolíticas do mundo contemporâneo.


🕊️ “A paz e o respeito entre povos não podem ser meramente aspirados, mas devem ser praticados com coragem e compaixão.” — uma mensagem que ressoa, hoje, de Roma ao mundo.

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