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Igrejas no Vale do Ribeira serão Igrejas Jubilares em 2025.

  • Foto do escritor: Gabriel Chimite
    Gabriel Chimite
  • 3 de jan. de 2025
  • 5 min de leitura

Igrejas como a Basílica de Iguape, Santo Antônio de Apiaí e Nossa Senhora das Dores de Miracatu serão lugares de peregrinação.

Igreja de Santo Antônio de Apiaí é uma Igreja Jubilar.
Igreja de Santo Antônio de Apiaí é uma Igreja Jubilar.

No último final de semana (27 á 29 de Dezembro de 2024), as dioceses que fazem parte do Vale do Ribeira abriram o Jubileu 2025 em fase diocesana. Ao total, 5 igrejas no Vale serão locais de peregrinação no Jubileu 2025, são elas:

Catedral São Francisco Xavier - Registro

Em 31 de agosto de 1926 foi lançada a pedra fundamental da Igreja, com a benção de Dom José Maria Pereira de Lara. Há no centro da fachada simétrica, duas pilastras retas que emolduram a imagem de São Francisco Xavier.

O santo, cofundador da Companhia de Jesus, foi um dos mais importantes missionários católicos, cujo epíteto é “Apóstolo do Oriente”, por ter pregado no oriente e morrido na China. A construção da Igreja foi uma obra dos colonizadores japoneses que teve início em 1928 e inaugurada em 11 de maio de 1933.

Apesar dos imigrantes japoneses, em sua maioria, não serem cristãos, contribuíram maciçamente com recursos materiais e trabalho na construção do espaço religioso, em respeito à devoção local; mais tarde, muitos se converteram ao catolicismo.


Basílica Santuário do Senhor Bom Jesus de Iguape

A imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape veio de Portugal, onde era muito venerada.

Ela foi embarcada em um navio português em 1647 com destino ao Brasil. Próximo de Pernambuco, o navio foi atacado por inimigos e para evitar que a imagem fosse destruída e profanada, o comandante colocou-a em uma caixa de madeira, juntou algumas garrafas de azeite e jogou-a ao mar.Alguns meses depois, Francisco de Mesquita, morador da Praia da Jureia, mandou dois índios para a Vila Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém. Estes, ao passarem pela Praia do Una, acharam junto ao rio Passauna, um vulto desconhecido rolando nas ondas, e levaram-no para a praia, onde cavaram um buraco e o colocaram em pé com o rosto para o nascente e assim deixaram com um caixão, cera do reino e umas botijas de azeite doce, os quais se encontravam afastados do local. Ao retornar, os índios acharam a imagem no mesmo lugar, mas com o rosto virado para o poente e acharam estranho não haver vestígio sequer de que alguém o tivesse movido. Logo que chegaram ao sítio de seu administrador, contaram o fato e a notícia se espalhou, e assim que se soube pelos vizinhos, resolveram que Jorge Serrano e sua mulher Anna de Góes, seu filho Jorge Serrano e sua cunhada Cecília de Góes, iam ver o que foi contado pelos índios, acharam a santa imagem, a colocaram em uma rede e a trouxeram alternadamente entre eles, até o sopé do morro da Juréia, local conhecido como rio Verde, onde foram alcançados por moradores vindos da Vila Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, que souberam da notícia, e os ajudaram no transporte até o alto do morro, onde estes prosseguiram até a barra do rio, no bairro Barra do Ribeira, onde os moradores da então vila de Iguape foram buscar a imagem. Então ela foi levada para um riacho, no sopé do Morro do Espia, onde sobre as pedras, foi banhada para lhe retirar o sal marinho e ser encarnada novamente.Após ser decorada, a imagem foi entronizada no altar-mor da antiga Igreja de Nossa Senhora das Neves em um sábado no dia 2 de novembro de 1647. No mesmo tempo em que foi achada a imagem na praia, foram vistas pelo Padre Manoel Gomes, Vigário da Ilha de São Sebastião, cruzar o mar de Norte a Sul, seis luzes iluminando uma grande circunferência, segundo disse o Vigário ao Reverendo Padre Antonio da Cruz, religioso da Companhia de Jesus, e que seja transmitida a todos, e estes louvem ao Senhor como convém, segundo a profecia: Orietur vobis Sol justitiae, et sanitas in pennis ejus (Para vós nascerá o Sol da justiça, e estará a salvação sob as suas asas - Ml 4,2). Este riacho ficou conhecido como Fonte do Senhor e segundo a lenda, a pedra sobre a qual a imagem foi banhada cresce continuamente, dando origem ao Senhor Bom Jesus de Iguape.

As notícias de acontecimentos miraculosos acompanhando a imagem transformaram Iguape em um centro de peregrinação. O trajeto percorrido pela estátua até chegar em Iguape até hoje é refeito em procissão que atravessa a Jureia-Itatins. São 29 km feitos a pé em meio a um ecossistema intocável com uma beleza natural que encanta não só as pessoas que atravessam a Estação Ecológica por devoção ao santo, mas também os aventureiros que aproveitam a abertura da Estação para fazer uma caminhada em meio à Mata Atlântica.


Santuário Nossa Senhora da Guia - Eldorado Paulista

A Igreja foi construída em 1757 e, no mesmo ano, recebeu a imagem de Nossa Senhora da Guia, a qual tornou-se padroeira da cidade.

A família Veras deixou sua marca na história quando fixou sua residência no atual  Distrito de Itapeúna em mais tarde, em 1757, ao vir para Freguesia Velha, tendo doado duas casas para construção de uma capela em frente ao Ribeirão Xiririca, nome que, no antigo idioma tupi, significa ‘águas correntes’, origem do antigo nome da cidade.

 Por ser uma área baixa de constantes alagamentos provocados pelas cheias do Rio Ribeira de Iguape, fez-se necessária a mudança da Vila para um local acima, onde foi construída a nova Igreja Matriz, com sua torre voltada para o rio, e mais tarde, invertida - como apresenta-se até os dias de hoje.


Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores - Miracatu

No ano de 1871, o francês Pedro Laragnoit doou dois alqueires de suas terras para a construção da Igreja de Nossa Senhora das Dores de Prainha. A primeira missa foi celebrada pelo Padre Salvador Torello, em junho do ano seguinte.

A festa é comemorada no dia 15 de setembro, onde é feriado municipal na cidade de Miracatu. Ocorre a missa na igreja Matriz, e logo após a festa, onde se comemora ao lado do galpão onde se reúnem cerca de cinco mil fiéis.


Igreja de Santo Antônio - Apiaí

A Igreja Matriz de Santo Antônio de Apiaí foi concluída no ano de 1736 e foi seu primeiro vigário o Padre João Monteiro, que nela oficiou a primeira missa no dia 6 de julho de 1736, oportunidade em que também batizou com os santos óleos Antonia, filha legitima de um casal de escravos do fundador da cidade, o Capitão Francisco Xavier da Rocha. Foi na gestão do Padre Cláudio Furquim Pedroso de Alvarenga que foi fundada a cidade de Apiaí, no local onde hoje ela está. O prédio da Matriz era construído de taipa, conservado através dos tempos, tendo sido demolido na década de 60 para dar lugar à Casa Paroquial e a mais nova e imponente Matriz. A igreja possui cerca de 600 lugares, com um altar equivalente a 10 m de largura. A parte externa da igreja passou por uma reforma e uma pintura a pouco tempo. Possui uma torre onde fica o sino, uma entrada principal e duas portas laterais. A igreja demorou cerca de 5 anos para ser construída, para dar lugar a que antes era de taipa e não possui uma característica arquitetônica marcante.


Feliz Ano Novo a Todos!

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