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A primeira Procissão Marítima do Estado de São Paulo completa 115 anos.

  • Foto do escritor: Gabriel Chimite
    Gabriel Chimite
  • 14 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Cananéia celebra Nossa Senhora dos Navegantes com Procissão Marítima nesta sexta-feira (15).


Nesta Sexta-Feira (15), em Cananéia, ocorre a tradicional Procissão Marítima em louvor à Nossa Senhora dos Navegantes, que, neste ano, completa 115 anos de existência, sendo a mais antiga de todo o Estado de São Paulo. A Procissão sempre ocorre anualmente no dia 15 de Agosto, não muito distante de Aniversário da cidade, em 12 de Agosto.


A padroeira de Cananeia não poderia ser mais simbólica que Nossa Senhora dos Navegantes. Uma cidade que conseguiu se estabelecer sob os caprichos do mar e da fúria dos ventos, que sempre esteve voltada à pesca, à construção de embarcações e do oceano tirar seu sustento, consagra sua devoção em uma gigantesca demonstração de fé entre os dias oito e quinze de agosto.


A festa é preparada pelos festeiros e toda a comunidade participa entusiasmada para que, nesta data, possam pedir e agradecer as muitas graças recebidas. As procissões passam pelas ruas e também pelo mar. Participam do louvor as comunidades de São João Batista, de São José Operário do Porto Cubatão, de Nossa Senhora Aparecida do Itapitangui, de São Francisco de Assis do Carijó, de São Paulo Bagre, do Morro São João Batista, de Nossa Senhora de Guadalupe do Acaraú, de São José de Registro, de Nossa Senhora da Conceição de Jacupiranga, de Sagrado Coração de Jesus e Barra do Turvo e de Sant’Ana de Iporanga.


Com o início da era das Grandes Navegações, quando os europeus, principalmente os portugueses e os espanhóis começaram a explorar o oceano Atlântico, os destemidos desbravadores rogavam à Maria, Nossa Senhora, proteção dos perigos que poderiam encontrar.


Esses navegadores temiam os monstros marinhos e as tempestades. Histórias cheias de enredos assustadores chegavam aos portos causando temor entre os que embarcavam nessa aventura rumo ao desconhecido.


Somente com muita coragem e fé, conseguiriam vencer o medo e o distanciamento do porto seguro. Pedro Álvares Cabral trazia em sua nau a imagem da Santa, também conhecida como Nossa Senhora da Boa Esperança.

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